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Imagem do filósofo Aristóteles

Quando Aristóteles nos diz que "o homem é um animal político", quer nos dizer, também, implicitamente, que o homem não pode jamais abandonar a sua "natureza" política; constitui uma tolice alguém declarar-se apolítico, e o xadrez, como diria o conselheiro Acácio, jogado por homens (e mulheres), não poderia fugir desse alvo.

No reinado dos califas, o xadrez já era tido como preocupação de Estado, com o fim de conferir prestígio aos governantes, e os melhores enxadristas eram pagos regiamente para exercer a sua arte. Um dos maiores enxadristas do século XVI, o padre espanhol Rui López, morava em aposentos contíguos aos do rei Felipe II e tinha como obrigação enfrentar, regularmente, jogadores de países rivais na presença do monarca.

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Mikhail BotvinnikSabe-se, politicamente, que toda a tentativa de se idealizar um homem com supostas características perfeitas descamba no ódio ou no racismo. Todos os regimes totalitários tiveram o seu homem “integral”. Para a então URSS, o escolhido como modelo padrão de comportamento e moral, foi justamente um enxadrista, um dos maiores jogadores da história desse jogo; o seu nome: Mikhail Botvínik, “Misha”, herói do Estado soviético. Ler o restante »

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Henrique Costa MeckingA década era a de 70, a ditadura militar brandia o bordão “Brasil: ame-o ou deixe-o. A tortura corria solta e pregava-se a lenda de “crescer o bolo para depois dividir”. A imagem da fabulosa seleção de futebol, campeã mundial de 1970, com Pelé, Tostão, Jairzinho e outros, todos grandes mestres do futebol, ainda povoava o imaginário de todos. Nesse clima o então presidente Médici afirmou que o Brasil seria “não só bom dos pés, mas da cabeça”, referência feita ao futebol e ao xadrez, respectivamente. Quem seria o candidato capaz de repetir, no xadrez, o êxito da seleção de futebol dos sonhos? Henrique da Costa Mecking, o Mequinho. Ler o restante »

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Um conto escrito em 1937 por E.Iavitch

barao_munchausen.jpgO petulante e orgulhoso barão de Münchhausen, que tinha derrotado- segundo ele - os jogadores mais fortes de sua época, e que seus próprios comentários triunfantes e tonitroantes haviam se tornado célebres, percebeu um dia que um desconhecido, no Café de la Régence, observava calado seu jogo “grandioso”, com um olhar algo reticente. “Eu me enfurecia com essa audácia e quis dar-lhe uma lição no tabuleiro.”O barão fez questão de jogar com o parceiro, apesar do jeito assustado deste e de suas repetidas recusas. Ler o restante »

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imagens_tempo.jpgSempre foi uma obsessão para jornalistas de todos os tempos, a obtenção de uma imagem histórica que corresse o mundo. Quem não se lembra da foto da menina correndo na estrada, tirada no Vietnam? Se as fotos históricas fossem tiradas no momento certo, ideologia e tiranos não sobreviveriam. Uma foto do campo de Auschwitz, durante a guerra teria desmontado a teia de mentiras dos nazistas.

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