Reproduzo aqui entrevista feita por Luiz Roberto Guimarães da Costa Júnior.
O grande mestre russo Alexei Suetin esteve, recentemente, na USP para dar uma palestra e em seguida uma simultânea. Na palestra, Suetin, autor de livros como “Manual para jugadores avanzados” e “El laboratório del ajedrecista”, apresentou seu novo livro “Schach Training”, em alemão, ainda sem tradução para inglês ou espanhol.
O GM Suetin, que além do russo fala muito bem o alemão e entende um pouco de espanhol, esteve acompanhado por um tradutor simultâneo durante a palestra. Suetin disse que nasceu numa aldeia chamada Tula onde não havia treinadores de xadrez e teve que se desenvolver por experiência própria, antes de entrar no Palácio dos Pioneiros, em 1939, com 12 anos. Entretanto, com advento da segunda guerra mundial e, quando Hitler invadiu a antiga URSS, parou por 4 anos só voltando a dedicar-se em 1947 com 20 anos e já formado.

A década era a de 70, a ditadura militar brandia o bordão “Brasil: ame-o ou deixe-o. A tortura corria solta e pregava-se a lenda de “crescer o bolo para depois dividir”. A imagem da fabulosa seleção de futebol, campeã mundial de 1970, com Pelé, Tostão, Jairzinho e outros, todos grandes mestres do futebol, ainda povoava o imaginário de todos. Nesse clima o então presidente Médici afirmou que o Brasil seria “não só bom dos pés, mas da cabeça”, referência feita ao futebol e ao xadrez, respectivamente. Quem seria o candidato capaz de repetir, no xadrez, o êxito da seleção de futebol dos sonhos? Henrique da Costa Mecking, o Mequinho.
O petulante e orgulhoso