Como funciona a mente de um jugador de xadrez? Como trabalham juntas memória, experiência, análise e inspiração para gerar jogadas de xadrez? Estas perguntas têm sido um desafio para a ciência. Agora, um jovem e muito criativo investigador resolveu e nos dá uma vívida explicação, apresentada de maneira pouco comum: Alex Shternshain, com a ajuda de Atenas (deusa do conhecimento), Dionísio (deus do teatro) e Caissa (deusa do xadrez) escreveu um obra de teatro em um ato, que oferecemos traduzida para o português. No original em inglês, as personagens são todas masculinas, enquanto que na versão em português a maior parte é feminina. Coisas do idioma! Ler o restante »
Arquivo da Categoria “Artigos”por Armínio Santos
Quando pensamos em Spassky, inevitavelmente o associamos às suas derrotas para Fischer. No entanto, tendemos a esquecer o enxadrista singular, o direcionamento luminoso em posições complexas e o fato de que não se podia determinar exatamente um único estilo de seu jogo. Acrescente-se a isto uma calma impertubável e irritante para os seus adversários. Spassky, de acordo com Kasparov, poderia ter o seu xadrez classificado como universal, entendendo-se isto como a capacidade de jogar bem os variados tipos de posições. O seu resultado contra Kasparov é sugestivo. Ver partidas: Ler o restante » por Armínio Santos
O Historiador Heródoto escreveu que Xerxes, rei dos Persas, durante a batalha de Salamina contra os gregos, ao perder vários navios, durante uma tormenta, no Estreito de Dardanelos, ordenou que o mar fosse açoitado em represália pela ousadia. Antes de partir para esta batalha, um nobre solicitou ao “Grande Rei” que poupasse o seu filho mais novo para que ele pudesse ter um auxílio na velhice. O rei aparentemente concordou e no dia seguinte convidou o nobre para uma refeição no seu suntuoso palácio. Depois de observar em silêncio o nobre comer as carnes que lhe eram servidas, perguntou-lhe se estas estavam saborosas. Diante do assentimento, Xerxes levantou uma tampa aonde estava a cabeça do filho servida ao pai. O rei tornou a perguntar-lhe: a carne estava saborosa? A resposta: Sim! Distanciado no tempo e no espaço a vaidade de Xerxes e o desprezo pelo resto dos mortais foi lembrada por alguns jornalistas durante o match que Fischer travou contra Spassiki, na Islândia em 1972. O jogador americano exigira e fora atendido pelo governo da Islândia que no seu percurso até a sala do evento, pelas ruas de Reikjavik, todos os semáforos estivessem da cor verde.
Steinitz nasceu num gueto de Praga, numa família de pobres comerciantes sendo o nono de treze filhos. Os quatro seguintes morreram na infância. Aprendeu xadrez com o seu pai e na época que Morphy brilhava, Steinitz ganhava a vida como estudante em Viena, jogando xadrez apostado. Ao finalizar os estudos secundários, ingressou na Escola Politécnica de Viena para formar-se em engenharia. Em determinado ponto abandonou a escola e os planos de uma vida burguesa como engenheiro seguindo o chamado da deusa Caissa, para substituir Morphy que abandonara o xadrez desesperado de amor. De pronto se converteu no mais forte jogador vienense. Em 1862, a Sociedade Enxadrística de Viena recebeu um convite para que um de seus jogadores participasse do II Torneio Internacional de Londres e esta enviou Steinitz, então com 26 anos. O torneio foi vencido por Adolf Anderssen que qualificou a partida Steinitz versus Mongrédien como a mais brilhante do torneio. Nas palavras de Anderssen, a combinação de Steinitz lembrou a sua famosa partida, alcunhada como “a imortal”. "Las partidas consideradas brillantes en recientes torneos internacionales no son rivales para ésta", escribió Chigorin. Autor: Armínio Santos
O xadrez é um jogo mortal! O fio condutor que liga o xadrez à tragédia, numa perfeita simetria do que ocorre no tabuleiro, não é o da tragédia tal como entendiam os gregos, no qual o homem assinalado pelos deuses se tornava impotente diante do destino inexorável, mas sim entendida, no puro conceito shakesperiano, como a somatória dos atos irrefletidos dos seres humanos, que no tabuleiro os fazem sucumbir ao xeque-mate e na vida podem levá-los à morte ou à loucura. Este foi o caminho seguido pelo americano Harry Nelson Pillsbury, morto aos 34 anos, o único enxadrista que poderia ter tomado o título de Emanuel Lasker, antes do advento de Capablanca. Os seus resultados contra Lasker sustentam este ponto de vista: 5 a 5 e quatro empates. Foi o melhor resultado contra Lasker conseguido por qualquer jogador, antes de 1914. Nada mais é do que a providência em ação!". Para o desconhecido Igor Ivanov, representante da Repúlblica do Uzbequistão, nas Espartaquíadas de Moscou, em 1977, o diagrama abaixo significou bem mais do que uma simples partida de xadrez, representou a sua liberdade. Karpov
Igor Ivanov
Pode-se dizer, parafraseando o Conselheiro Acácio, que existe no mundo do xadrez jogadores com os mais diferentes perfis psicológicos. Há aqueles que primam pela extrema racionalidade como Botvinnik; numa categoria especial, no Olimpo, estão os gênios como Capablanca e Mikhail Tal. Têm ainda jogadores como Kasparov que dominaram com profunda complexidade e heterodoxia as diversas fases do jogo. Num outro extremo está aqueles que usam da sua prodigiosa memória para se familiarizar com milhares de posições, como Fischer. Deve-se lembrar que Karpov quando se preparou para o match, não realizado, contra Fischer, tinha em mente conduzi-lo para posições no qual aquele não estava acostumado e forçá-lo a jogar no máximo desconforto possível, determinadas posições. O plano de Karpov estava em perfeita consonância com a escola psicológica de um dos mais originais enxadristas que já existiu, o Dr. Emanuel Lasker. O seu estilo de jogo, surpreendentemente, não preconizava a melhor jogada e sim a que mais desagradava ao seu adversário. O seu slogan da partida de xadrez poderia muito bem ser resumida na frase no qual refutou o conceito de estratégia de Steinitz: “O Xadrez é uma luta entre duas mentes”! A luta psicológica, marca digital de Lasker, foi levada ao completo radicalismo. Nunca tantos excelentes jogadores erraram tanto, como quando o enfrentavam.
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07
2007
Como jogar bem xadrez, por Alexei SuetinPublicado por Armínio Santos e arquivado em ArtigosReproduzo aqui entrevista feita por Luiz Roberto Guimarães da Costa Júnior. O grande mestre russo Alexei Suetin esteve, recentemente, na USP para dar uma palestra e em seguida uma simultânea. Na palestra, Suetin, autor de livros como “Manual para jugadores avanzados” e “El laboratório del ajedrecista”, apresentou seu novo livro “Schach Training”, em alemão, ainda sem tradução para inglês ou espanhol. O GM Suetin, que além do russo fala muito bem o alemão e entende um pouco de espanhol, esteve acompanhado por um tradutor simultâneo durante a palestra. Suetin disse que nasceu numa aldeia chamada Tula onde não havia treinadores de xadrez e teve que se desenvolver por experiência própria, antes de entrar no Palácio dos Pioneiros, em 1939, com 12 anos. Entretanto, com advento da segunda guerra mundial e, quando Hitler invadiu a antiga URSS, parou por 4 anos só voltando a dedicar-se em 1947 com 20 anos e já formado.
Dentre as muitas definições de inteligência, uma delas é a “capacidade de se adquirir conhecimentos ou compreendê-los e usar em situações novas".Os psicólogos, contudo, diferem entre si sobre a própria definição e a função da inteligência. Voltando os olhos para a história, nos deparamos com personagens de inteligências inexplicáveis, e quase somos tentados a convir com Platão que "conhecer" é apenas reaver conhecimentos que já nos pertenciam. Autor: Armínio Santos
A gravura mais antiga – Remonta a 3300 a.C, retirada do sarcófago do faraó Tutankámon e mostra mulheres egípcias jogando um jogo de tabuleiro. Os romanos antigos conheciam o xadrez? No filme Ben-Hur, estrelado por Charlton Heston, aparece rapidamente um tabuleiro de xadrez ricamente marchetado. Os romanos, provavelmente, conheceram o xadrez através dos gregos; preferiam, porém, o jogo de dados. A época áurea do xadrez – Ocorreu durante certo período da idade média quando eram permitidas visitas de cavalheiros aos quartos das damas, desde que fossem para jogar xadrez. O elevado número de nascimentos oriundos deste costume, contudo, chamou a atenção da igreja, que conseguiu a proibição de tal prática. |






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