O livro "O Príncipe", de Maquiavel é um valioso manual de manutenção de poder, útil para ditadores em várias épocas. Era o livro de cabeceira de Stálin. Exemplo disso é a análise, baseado em Maquivael, que Stálin faz do período de Ivan, o Terrível: "faltou a ele discernimento para eliminar cinco famílias importantes, que o ameaçavam, e consolidar o seu poder", dissera ele.
Arquivo da Categoria “Artigos”Às vezes têm-se a impressão de que a vida, de algumas pessoas, converge para uma determinada e suprema tarefa; seria difícil imaginarmos Gandhi sem a a doutrina da não-violência; Chaplin sem Carlitos; Madre Teresa sem a beneficiência. Descendo, consideravelmente, as escalas, pode-se dizer que no mundo do xadrez essa função de vida coube ao campeão russo, Alexandre Alekhine. Desde tenra idade ele fez de seu objetivo de vida tomar o cetro do campeão mundial, o prodígio cubano, Capablanca. Mesmo quando certa vez lhe lembraram que Capablanca ainda não era o campeão, ele respondeu com altivez: "Mas será e ele é o meu real adversário de sempre!". Ao que parece, a invenção do xadrez está ligada a um episódio sangrento. Com efeito, conta uma lenda que quando o jogo foi apresentado pela primeira vez à corte, o sultão quis premiar o obscuro inventor realizando qualquer desejo seu. Ele pediu uma recompensa aparentemente modesta, a de receber todo o cereal que pudesse resultar de uma soma simples: um grão na primeira das sessenta e quatro casas, dois grãos na segunda, quatro na terceira, e assim por diante… Quando Aristóteles nos diz que "o homem é um animal político", quer nos dizer, também, implicitamente, que o homem não pode jamais abandonar a sua "natureza" política; constitui uma tolice alguém declarar-se apolítico, e o xadrez, como diria o conselheiro Acácio, jogado por homens (e mulheres), não poderia fugir desse alvo. No reinado dos califas, o xadrez já era tido como preocupação de Estado, com o fim de conferir prestígio aos governantes, e os melhores enxadristas eram pagos regiamente para exercer a sua arte. Um dos maiores enxadristas do século XVI, o padre espanhol Rui López, morava em aposentos contíguos aos do rei Felipe II e tinha como obrigação enfrentar, regularmente, jogadores de países rivais na presença do monarca.
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2007
O Extraordinário Barão de MünchhausenPublicado por Armínio Santos e arquivado em ArtigosUm conto escrito em 1937 por E.Iavitch
O ano era 1996. Eu havia seqüestrado um livro de xadrez que achara na casa do meu amigo Dan. Era um livro para iniciantes. Eu não sabia jogar bem mas fiquei muito impressionado com a historia dos grandes mestres de xadrez e descobri que uma partida de xadrez poderia ser anotada e estudada; descobri a existência das aberturas e defesas, fiquei fascinado pelo jogo, logo quis achar um adversário para praticar. |
A década era a de 70, a ditadura militar brandia o bordão “Brasil: ame-o ou deixe-o. A tortura corria solta e pregava-se a lenda de “crescer o bolo para depois dividir”. A imagem da fabulosa seleção de futebol, campeã mundial de 1970, com Pelé, Tostão, Jairzinho e outros, todos grandes mestres do futebol, ainda povoava o imaginário de todos. Nesse clima o então presidente Médici afirmou que o Brasil seria “não só bom dos pés, mas da cabeça”, referência feita ao futebol e ao xadrez, respectivamente. Quem seria o candidato capaz de repetir, no xadrez, o êxito da seleção de futebol dos sonhos? Henrique da Costa Mecking, o Mequinho.
O petulante e orgulhoso 
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