08-07-2007
Postado por: Armínio Santos
Reproduzo aqui entrevista feita por Luiz Roberto Guimarães da Costa Júnior.
O grande mestre russo Alexei Suetin esteve, recentemente, na USP para dar uma palestra e em seguida uma simultânea. Na palestra, Suetin, autor de livros como “Manual para jugadores avanzados” e “El laboratório del ajedrecista”, apresentou seu novo livro “Schach Training”, em alemão, ainda sem tradução para inglês ou espanhol.
O GM Suetin, que além do russo fala muito bem o alemão e entende um pouco de espanhol, esteve acompanhado por um tradutor simultâneo durante a palestra. Suetin disse que nasceu numa aldeia chamada Tula onde não havia treinadores de xadrez e teve que se desenvolver por experiência própria, antes de entrar no Palácio dos Pioneiros, em 1939, com 12 anos. Entretanto, com advento da segunda guerra mundial e, quando Hitler invadiu a antiga URSS, parou por 4 anos só voltando a dedicar-se em 1947 com 20 anos e já formado.
01-07-2007
Postado por: Armínio Santos
Dentre as muitas definições de inteligência, uma delas é a “capacidade de se adquirir conhecimentos ou compreendê-los e usar em situações novas".Os psicólogos, contudo, diferem entre si sobre a própria definição e a função da inteligência.
Voltando os olhos para a história, nos deparamos com personagens de inteligências inexplicáveis, e quase somos tentados a convir com Platão que "conhecer" é apenas reaver conhecimentos que já nos pertenciam.
24-06-2007
Postado por: Pedro Ferreira
Autor: Armínio Santos

A gravura mais antiga – Remonta a 3300 a.C, retirada do sarcófago do faraó Tutankámon e mostra mulheres egípcias jogando um jogo de tabuleiro.
Os romanos antigos conheciam o xadrez? No filme Ben-Hur, estrelado por Charlton Heston, aparece rapidamente um tabuleiro de xadrez ricamente marchetado. Os romanos, provavelmente, conheceram o xadrez através dos gregos; preferiam, porém, o jogo de dados.
A época áurea do xadrez – Ocorreu durante certo período da idade média quando eram permitidas visitas de cavalheiros aos quartos das damas, desde que fossem para jogar xadrez. O elevado número de nascimentos oriundos deste costume, contudo, chamou a atenção da igreja, que conseguiu a proibição de tal prática.
15-06-2007
Postado por: Armínio Santos
Em meados de 1860, a magnífica poetisa norte-americana, Emily Dickinson, escreveu: "O sucesso é mais doce\ A quem nunca sucede.\ A compreensão do néctar\ Requer severa sede.\Ninguém da Hoste ignara\ Que hoje desfila em Glória\ Pode entender a clara Derrota da Vitória\ Como esse- moribundo-\ Em cujo ouvido o escasso\Eco oco do triunfo\ Passa como um fracasso!\"
Sem dúvida, uma notável análise do real significado do sucesso na vida, diante do implacável adversário chamado tempo.
No universo do xadrez, onde uma guerra surda de egos predomina, raros são aqueles que encaram a vitória ou a derrota com indiferença dentro da sábia visão de Emily Dickinson. Dos maiores enxadristas de todos tempos, pode-se dizer que apenas Mikhail Tal, “O mago de Riga” ou ainda “O mago dos magos”, pode atingir tão profunda perspectiva! Caso usemos a analogia das “Vidas Paralelas”, de Plutarco, Tal teria Mozart o correspondente na música, na pintura Leonardo e na religião estaria para São Francisco de Assis. A lógica enxadrística de Tal, nas palavras de um admirador, era a “lógica dos deuses”. Ninguém elevou mais o xadrez a categoria de arte do que ele.
08-06-2007
Postado por: Armínio Santos
O livro "O Príncipe", de Maquiavel é um valioso manual de manutenção de poder, útil para ditadores em várias épocas. Era o livro de cabeceira de Stálin. Exemplo disso é a análise, baseado em Maquivael, que Stálin faz do período de Ivan, o Terrível: "faltou a ele discernimento para eliminar cinco famílias importantes, que o ameaçavam, e consolidar o seu poder", dissera ele.
01-06-2007
Postado por: Armínio Santos

Às vezes têm-se a impressão de que a vida, de algumas pessoas, converge para uma determinada e suprema tarefa; seria difícil imaginarmos Gandhi sem a a doutrina da não-violência; Chaplin sem Carlitos; Madre Teresa sem a beneficiência. Descendo, consideravelmente, as escalas, pode-se dizer que no mundo do xadrez essa função de vida coube ao campeão russo, Alexandre Alekhine. Desde tenra idade ele fez de seu objetivo de vida tomar o cetro do campeão mundial, o prodígio cubano, Capablanca. Mesmo quando certa vez lhe lembraram que Capablanca ainda não era o campeão, ele respondeu com altivez: “Mas será e ele é o meu real adversário de sempre!”.
25-05-2007
Postado por: Armínio Santos
Ao que parece, a invenção do xadrez está ligada a um episódio sangrento.
Com efeito, conta uma lenda que quando o jogo foi apresentado pela primeira vez à corte, o sultão quis premiar o obscuro inventor realizando qualquer desejo seu. Ele pediu uma recompensa aparentemente modesta, a de receber todo o cereal que pudesse resultar de uma soma simples: um grão na primeira das sessenta e quatro casas, dois grãos na segunda, quatro na terceira, e assim por diante…
18-05-2007
Postado por: Armínio Santos
Quando Aristóteles nos diz que "o homem é um animal político", quer nos dizer, também, implicitamente, que o homem não pode jamais abandonar a sua "natureza" política; constitui uma tolice alguém declarar-se apolítico, e o xadrez, como diria o conselheiro Acácio, jogado por homens (e mulheres), não poderia fugir desse alvo.
No reinado dos califas, o xadrez já era tido como preocupação de Estado, com o fim de conferir prestígio aos governantes, e os melhores enxadristas eram pagos regiamente para exercer a sua arte. Um dos maiores enxadristas do século XVI, o padre espanhol Rui López, morava em aposentos contíguos aos do rei Felipe II e tinha como obrigação enfrentar, regularmente, jogadores de países rivais na presença do monarca.
04-05-2007
Postado por: Armínio Santos
Categoria : Artigos
Tags: Brasil, GM, Mequinho
A década era a de 70, a ditadura militar brandia o bordão “Brasil: ame-o ou deixe-o. A tortura corria solta e pregava-se a lenda de “crescer o bolo para depois dividir”. A imagem da fabulosa seleção de futebol, campeã mundial de 1970, com Pelé, Tostão, Jairzinho e outros, todos grandes mestres do futebol, ainda povoava o imaginário de todos. Nesse clima o então presidente Médici afirmou que o Brasil seria “não só bom dos pés, mas da cabeça”, referência feita ao futebol e ao xadrez, respectivamente. Quem seria o candidato capaz de repetir, no xadrez, o êxito da seleção de futebol dos sonhos? Henrique da Costa Mecking, o Mequinho.