Observação: sugere-se ler a biografia de Lasker e Capablanca, antes da leitura deste artigo,nos respectivos links abaixo:
Se conheces os demais e te conheces a ti mesmo, nem em cem batalhas correrás perigo; se não conheces os demais, porém te conheces a ti mesmo, perderás uma batalha e ganharás outra; se não a os demais nem te conheces a ti mesmo, correrás perigo em cada batalha. Sun Tzu – A Arte da Guerra.
Estou num táxi, em Salvador, lendo no Ipad, o artigo de Leontxo Garcia sobre Deysi Cori, o novo fenômeno peruano, no qual transcrevo abaixo.
Deyse Cori
Embora o xadrez, a música e as matemáticas sejam as atividades que produzem mais crianças prodígio, Deysi Cori, atual campeã do mundo sub 20 aos 18 anos, é um dos maiores fenômenos produzidos pelo esporte mental nos últimos decênios: aos 16 foi campeã do mundo desta idade e subcampeã sub 20. E a sua maturidade como pessoa sempre chamou a atenção: aos 12 anos, em sua primeira visita a Espanha, se perdeu no metrô de Madrid e saiu bem sem ajuda. O mais assombroso é que o seu irmão, Jorge, é o atual campeão do mundo sub 16. E tampouco é fácil explicar por que o Peru produz tantos enxadristas brilhantes como Julio Granda, residente agora em Salamanca. No caso dos Cori, é clara a aposta do colégio limenho Saco Oliveros pelo xadrez como ferramenta educativa. Também podemos recorrer ao imperador Atahualpa, que demonstrou aos seus captores espanhóis que jogava xadrez melhor do que eles, o qual – diz a lenda – influenciou na sua condenação à morte por 13 votos contra 11.

