Emanuel Lasker, Capablanca, Deysi Cori, Sun Tzu e o segredo do Barcelona

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Observação: sugere-se  ler a biografia de Lasker e Capablanca, antes da leitura deste artigo,nos respectivos links abaixo:

Se conheces os demais e te conheces a ti mesmo, nem em cem batalhas correrás perigo;  se não conheces os demais, porém te conheces a ti mesmo, perderás uma batalha e ganharás outra; se não a os demais nem te conheces a ti mesmo, correrás perigo em cada batalha. Sun Tzu – A Arte da Guerra.

Estou num táxi, em Salvador, lendo no Ipad, o artigo de Leontxo Garcia sobre Deysi Cori, o novo fenômeno peruano, no qual transcrevo abaixo.

Deyse Cori

Embora o xadrez,  a música e as matemáticas sejam as atividades que produzem mais crianças  prodígio, Deysi Cori, atual campeã do mundo sub 20 aos 18 anos, é um dos  maiores fenômenos produzidos pelo esporte mental nos últimos decênios: aos 16  foi campeã do mundo desta idade e subcampeã   sub 20. E a sua maturidade como pessoa sempre chamou a atenção: aos 12  anos, em sua primeira visita a Espanha, se perdeu no metrô de Madrid e saiu bem  sem ajuda. O mais assombroso é que o seu irmão, Jorge, é o atual campeão do  mundo sub 16. E tampouco é fácil explicar por que o Peru produz tantos  enxadristas brilhantes como Julio Granda, residente agora em Salamanca. No caso  dos Cori, é clara a aposta do colégio limenho Saco Oliveros pelo xadrez como  ferramenta educativa. Também podemos recorrer ao imperador Atahualpa, que  demonstrou aos seus captores espanhóis que jogava xadrez melhor do que eles, o  qual – diz a lenda – influenciou na sua condenação à morte por 13 votos contra  11.

Emanuel Lasker

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“Não estou jogando com peões brancos ou negros, sem vida. Jogo com seres humanos de carne e sangue”! Emanuel Lasker.

Emanuel Lasker

Pode-se dizer, parafraseando o Conselheiro Acácio, que existe no mundo do xadrez jogadores com os mais diferentes perfis psicológicos. Há aqueles que primam pela extrema racionalidade como Botvinnik; numa categoria especial, no Olimpo, estão os gênios como Capablanca e Mikhail Tal. Têm ainda jogadores como Kasparov que dominaram com profunda complexidade e heterodoxia as diversas fases do jogo. Num outro extremo está aqueles que usam da sua prodigiosa memória para se familiarizar com milhares de posições, como Fischer. Deve-se lembrar que Karpov quando se preparou para o match, não realizado, contra Fischer, tinha em mente conduzi-lo para posições no qual aquele não estava acostumado e forçá-lo a jogar no máximo desconforto possível, determinadas posições. O plano de Karpov estava em perfeita consonância com a escola psicológica de um dos mais originais enxadristas que já existiu, o Dr. Emanuel Lasker.  O seu estilo de jogo, surpreendentemente, não preconizava a melhor jogada e sim a que mais desagradava ao seu adversário.  O seu slogan da partida de xadrez poderia muito bem ser resumida na frase no qual refutou o conceito de estratégia de Steinitz: “O Xadrez é uma luta entre duas mentes”!  A luta psicológica, marca digital de Lasker, foi levada ao completo radicalismo. Nunca tantos excelentes jogadores erraram tanto, como quando o enfrentavam.

José Raul Capablanca

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José Raul Capablanca

Dentre as muitas definições de inteligência, uma delas é a “capacidade de se adquirir conhecimentos ou compreendê-los e usar em situações novas".Os psicólogos, contudo, diferem entre si sobre a própria definição e a função da inteligência.

Voltando os olhos para a história, nos deparamos com personagens de inteligências inexplicáveis, e quase somos tentados a convir com Platão que "conhecer" é apenas reaver  conhecimentos que já nos pertenciam.

Alekhine (parte 2)

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O livro "O Príncipe", de Maquiavel é um valioso manual de manutenção de poder, útil para ditadores em várias épocas. Era o livro de cabeceira de Stálin. Exemplo disso é a análise, baseado em Maquivael, que Stálin faz do período de Ivan, o Terrível: "faltou a ele discernimento para eliminar cinco famílias importantes, que o ameaçavam, e consolidar o seu poder", dissera ele.

Alekhine (parte 1)

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Foto de Alekhine

Às vezes têm-se a impressão de que a vida, de algumas pessoas, converge para uma determinada e suprema tarefa; seria difícil imaginarmos Gandhi sem a a doutrina da não-violência; Chaplin sem Carlitos; Madre Teresa sem a beneficiência. Descendo, consideravelmente, as escalas, pode-se dizer que no mundo do xadrez essa função de vida coube ao campeão russo, Alexandre Alekhine. Desde tenra idade ele fez de seu objetivo de vida tomar o cetro do campeão mundial, o prodígio cubano, Capablanca. Mesmo quando certa vez  lhe lembraram que Capablanca ainda não era o campeão, ele respondeu com altivez: “Mas será e ele é o meu real adversário de sempre!”.