Quando o futebol se rendeu aos princípios do xadrez

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A copa do mundo de 2010 foi um momento revolucionário nesta modalidade esportiva, pelo menos para algumas poucas seleções que aplicaram não se sabe se propositalmente, os princípios do jogo de xadrez em campo. Desde já, pode-se dizer que assim como o xadrez romântico de Morphy, Anderssen e Blackburne sucumbiu aos princípios fundamentais do jogo, descobertos em parte por Steinitz, na copa da África do Sul, o futebol se despediu do romantismo dos artistas do passado em detrimento do planejamento  estratégico-tático. Os craques continuaram a ter o seu papel fundamental com uma diferença: criando os seus  movimentos dentro de uma estratégia e  tática apurada, retirada basicamente do xadrez e refletida longamente antes das partidas e sem nenhuma concessão à improvisos fora do plano  estratégico.Assim ocorreu com a seleção da Espanha, com mais intensidade com a Holanda e principalmente com a seleção da Alemanha. Um exemplo que poderia ser retirado não só das partidas de Steinitz,mas principalmente das partidas de Lasker, ocorreu na partida Brasil versus Holanda. Nesta partida os dois craques holandeses juntaram forças contra Michel Bastos, ao observarem que Robinho não retornava para ajudar este lateral. O técnico brasileiro ou não percebeu ou demorou bastante para notar esta fina adequação tática dentro do plano estratégico holandês.