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	<title>Clube Conquistense de Xadrez&#187; treinamento</title>
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	<description>Xadrez de Vitória da Conquista e Região</description>
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		<title>Como jogar bem xadrez, por Alexei Suetin</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jul 2007 17:33:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Armínio Santos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Reproduzo aqui entrevista feita&#160; por Luiz Roberto Guimar&#227;es da Costa J&#250;nior. O grande mestre russo Alexei Suetin esteve, recentemente, na USP para dar uma palestra e em seguida uma simult&#226;nea. Na palestra, Suetin, autor de livros como &#8220;Manual para jugadores avanzados&#8221; e &#8220;El laborat&#243;rio del ajedrecista&#8221;, apresentou seu novo livro &#8220;Schach Training&#8221;, em alem&#227;o, ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Reproduzo aqui entrevista feita&nbsp; por Luiz Roberto Guimar&atilde;es da Costa J&uacute;nior.</p>
<p>O grande mestre russo  Alexei Suetin esteve, recentemente, na USP para dar uma palestra e em seguida  uma simult&acirc;nea. Na palestra, Suetin, autor de livros como &ldquo;<em>Manual para  jugadores avanzados</em>&rdquo; e &ldquo;<em>El laborat&oacute;rio del ajedrecista</em>&rdquo;, apresentou seu novo  livro &ldquo;<em>Schach Training</em>&rdquo;, em alem&atilde;o, ainda sem tradu&ccedil;&atilde;o para ingl&ecirc;s ou espanhol.</p>
<p>O GM Suetin, que al&eacute;m do russo fala muito  bem o alem&atilde;o e entende um pouco de espanhol, esteve acompanhado por um tradutor  simult&acirc;neo durante a palestra. Suetin disse que nasceu numa aldeia chamada Tula  onde n&atilde;o havia treinadores de xadrez e teve que se desenvolver por experi&ecirc;ncia  pr&oacute;pria, antes de entrar no Pal&aacute;cio dos Pioneiros, em 1939, com 12 anos.  Entretanto, com advento da segunda guerra mundial e, quando Hitler invadiu a  antiga URSS, parou por 4 anos s&oacute; voltando a dedicar-se em 1947 com 20 anos e j&aacute;  formado.</p>
<p><span id="more-177"></span></p>
<p> Na palestra, Suetin colocou que o xadrez requer  um trabalho regular e muita pr&aacute;tica. Mas s&oacute; pr&aacute;tica n&atilde;o resolve. &Eacute; preciso  aliar a pr&aacute;tica com estudos caseiros, devendo-se jogar com&nbsp; jogadores mais fortes para progredir. Quando  se disputa um torneio, devemos anotar as partidas e depois analis&aacute;-las, principalmente as que foram perdidas. Devemos evitar a  tend&ecirc;ncia natural para analisar apenas as que ganhamos. Precisamos de aten&ccedil;&atilde;o,  necess&aacute;ria para ser um bom jogador e evitar erros grosseiros. Como o pr&oacute;prio  Suetin colocou: &ldquo;n&atilde;o adianta ter 40 boas jogadas se uma ruim perde&rdquo;.</p>
<p>Para ser  um bom jogador devemos ter aten&ccedil;&atilde;o, paci&ecirc;ncia, car&aacute;ter e dom&iacute;nio de si pr&oacute;prio.  Sentar com &ldquo;sede de ganhar&rdquo;. Em comum os campe&otilde;es mundiais tem essa &ldquo;sede de  ganhar&rdquo; al&eacute;m da coincid&ecirc;ncia de terem tido inf&acirc;ncias dif&iacute;ceis (separa&ccedil;&atilde;o dos  pais ou perda deles muito cedo, estimulando uma maturidade precoce). Para  progredir devemos jogar de 40 a  50 partidas s&eacute;rias por ano. Uma vez por semana jogar &ldquo;<em>blitz</em>&rdquo; (Rel&acirc;mpago) e mais  cerca de 100 partidas de <em>active chess</em> por ano (30&rsquo;). Deve-se estudar uma ou  duas vezes por semana, duas ou tr&ecirc;s horas cada vez.</p>
<p> Entretanto, devemos fazer um esfor&ccedil;o  concentrado, caso n&atilde;o tenhamos muito tempo, n&atilde;o bastando ler, mas devendo-se  esfor&ccedil;ar o c&eacute;rebro: analisando e comentando as pr&oacute;prias partidas, resolvendo  estudos, problemas e estudando aberturas. Sobre aberturas devemos estudar bem  uma ou duas aberturas de brancas e pretas antes de querer aumentar a variedade.  Devemos ter um caderno para anota&ccedil;&otilde;es com informa&ccedil;&otilde;es sempre completas. Nossa  vis&atilde;o do jogo vai mudando com o progresso, por isso devemos manter sempre  atualizadas as nossas anota&ccedil;&otilde;es. Um bom jeito de desenvolver o esp&iacute;rito de  luta, a vis&atilde;o e a estimativa de variantes &eacute; com a pr&aacute;tica.</p>
<p>Colocar uma posi&ccedil;&atilde;o no tabuleiro e  analis&aacute;-la por meia hora sem mexer as pe&ccedil;as. Ap&oacute;s analisar, escrever todas as  variantes e depois comparar com o que foi escrito em algum livro,  progressivamente devemos procurar reduzir o pr&oacute;prio  tempo e ao mesmo tempo aumentar o leque de variantes analisadas.Tamb&eacute;m &eacute; proveitoso resolver estudos e  problemas.</p>
<p> Para formar uma cultura  enxadr&iacute;stica, devemos estudar partidas famosas, concentrando-se num jogador,  por exemplo, <a href="http://www.ccx.org.br/01/07/2007/jose-raul-capablanca/">Capablanca</a>. Depois de dominar bem sua estrat&eacute;gia e seu tipo de  jogo, temos uma potencializa&ccedil;&atilde;o maior para poder escolher outro depois. O tempo  de estudo deve ser dividido entre aberturas, meio-jogo, finais, resolu&ccedil;&atilde;o de  estudos e problemas, para manter a cabe&ccedil;a ativa. Suetin recomenda estudos de  finais, pois, raramente se joga bem as finaliza&ccedil;&otilde;es. Karpov &eacute; uma exce&ccedil;&atilde;o, pois  estudou muito final, al&eacute;m do tipo de jogo de Capablanca e suas estrat&eacute;gias.</p>
<p>Suetin  destacou que um estudo sistem&aacute;tico como esse, durante um ano, faria uma pessoa  chegar a mestre internacional! Para atingir isso, temos de desenvolver o  pensamento, e ter uma boa mem&oacute;ria torna-se importante. O problema no Brasil &eacute; a  falta de apoio ao xadrez que poderia se desenvolver mais, segundo Suetin. E &eacute;  importante tamb&eacute;m ter diretrizes para se desenvolver o xadrez e manter contato  com GMs e MIs para progredir.</p>
<p> O GM  Suetin disse que dos 300 milh&otilde;es de habitantes na R&uacute;ssia cerca de 6 milh&otilde;es  jogam xadrez.&nbsp; Disse que nos EUA uma aula  de xadrez &eacute; cobrada na base de 20   a 30 d&oacute;lares, enquanto na R&uacute;ssia as aulas s&atilde;o oficiais e  de gra&ccedil;a. Sobre o n&iacute;vel dos jogadores brasileiros, Suetin considerou bom e  sobre o Brasil disse que achou um para&iacute;so. &Eacute; a primeira vez que esteve aqui,  antes havia passado apenas de avi&atilde;o como escala para ir a Argentina.</p>
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